Zeca.
O seu nome era Zeca.
Tinha um físico interessante, sem ser um daqueles “armários” que só viviam para estarem no ginásio. Era alto, tinha uma cara engraçada com dois olhos verde-esmeralda e, apesar de usar sempre roupa justa que lhe definia o corpo, não tinha a musculatura definida por aí além. E – muito importante – aparentava ter inteligência. Quando abria a boca, mostrava ter um tom de voz suave e escolher as palavras com cuidado.
Foi este conjunto de factores que me atraiu a atenção para ele. Quando ia ao ginásio, normalmente via-o sozinho com os seus exercícios, sem perder grande tempo com selfies ao espelho ou em conversações no telemóvel. Entrava, falava com o PT, fazia o que tinha a fazer, quando chegava a sua hora ia embora. Também não lhe vi alianças nem anéis nos dedos.
Decidi ver se lhe conseguia “lançar a rede”. Um dia em que o PT me disse que naquele dia era para puxar pelos braços, fui para a zona onde estavam as barras e os pesos e escolhi propositadamente um peso mais elevado que o que estava habituada a levantar. Tentei (ou fingi que tentei) levantar a barra, não consegui, olhei em volta, vi que Zeca estava ali ao pé, levantei-me e fui ter com ele, que estava puxando pelos ombros:
- Desculpa…
Zeca parou o que estava a fazer e olhou para mim.
- Sim?
- Podes ajudar-me ali com o peso? O PT está ali ocupado e não o queria chatear…
Fiz o ar mais inocente que consegui, enquanto Zeca se levantava, solícito, e foi comigo para me ajudar.
A partir daí, a rotina começou a ser um bocado essa. Sempre que ia ao ginásio, era quase certo que Zeca lá estava, e ele parece que se começou a habituar a ajudar-me com os meus exercícios. Penso que também deve ter engraçado comigo, uma vez que eu também fazia questão de usar roupa justa (normalmente um top cinza e umas bermudas do mesmo género).
Um mês depois do “primeiro contacto”, sugeri:
- Ouve, tenho de te agradecer de qualquer maneira pela ajuda que me tens dado, tens gastado tempo do teu para me ajudar… aceitas que te pague um café?
- Hum… – sorriu ele – e que tal se fosse um jantar?
“Olá! Estamos a saltar passos!” pensei eu, deliciada. De qualquer maneira, fiquei satisfeita pela proposta e assenti logo.
No dia aprazado para o jantar, fui ao ginásio, onde me voltei a cruzar com Zeca e onde ele mais uma vez me ajudou com o que tinha para fazer; depois fui para casa, tomei banho e preparei-me para o jantar: o “trajo de guerra” dessa noite ia ser um vestido preto justo, que descobria o ombro esquerdo e terminava a meio da coxa. Coloquei perfume nas zonas certas, fiz uma trança que descaía pelo ombro direito e terminava no seio, e completei o conjunto com collants de nylon negros, com abertura entre as pernas e de lado nas coxas (mas o vestido tapava-as, quase à justa), uma tanguinha fio-dental preta e umas botas de cabedal pretas, pelo joelho. Maquilhei-me de maneira sóbria e olhei-me ao espelho: achei que estava de arrasar! Peguei na minha mala e nas chaves do carro e fui até à porta de casa.
À porta do elevador, encontrei Humberto, que vinha chegando do trabalho. Ele olhou-me de alto a baixo, cheirou o meu perfume e perguntou, de cara franzida:
- Onde vais?
- Onde me apetecer. – e entrei no cubículo do elevador – Já te disse por muitas vezes: não te devo satisfações nenhumas.
- Joana, porra, eu sou o teu marido! – gritou ele, desesperado.
- O facto de o meu nome estar ao lado do teu num documento oficial no Registo Civil não significa que eu tenha de te prestar contas da minha vida. Já tu, por outro lado… – e chocalhei o fio que trazia ao pescoço onde pendiam as chaves dos cintos de castidade dos meus submissões incluindo o dele.
- Tu nunca te vestiste assim para mim… – lamentou-se ele.
- Exactamente. Agora pensa o quanto significas para mim. Já te disse mais que uma vez: se queres fazer parte da minha vida, vai ser nas minhas condições. Caso contrário… – e apontei para o elevador – … a porta da rua é serventia da casa.
- Joana, por favor, não me trates assim…
- Até logo, Humberto. Não esperes por mim para dormir. Aliás, não esperes por mim, ponto. Vou ver se consigo uma foda decente com alguém que tenha uma pila como deve ser, não uma piloca enfezadinha como a tua. Se é assim que queres que eu te trate, é o que vais ter de mim. Vou foder. – dei ênfase à palavra “foder” – Aproveita e vai-te foder no cu com o teu dildo mais grosso. Quem sabe se não vais ter de dar uso a esse cu mais cedo do que pensas…
E fechei a porta do elevador.
O jantar com Zeca serviu precisamente para eu confirmar o que já me tinha apercebido sobre ele: em primeiro lugar, quando nos cumprimentámos, foi logo com um beijo na boca – diga-se, Zeca também estava um pão, com um blazer cinzento sobre uma t-shirt escura, calças de ganga escuras e sapatilhas pretas discretas; depois, a conversa serviu principalmente para eu saber que ele era solteiro, que tinha saído de algumas más relações e que andava à procura de “diversão”. Quando ele pronunciou precisamente aquela palavra, pensei para comigo “olá… se calhar aquele que tanto procuras está mesmo à tua frente”.
- O que consideras como “diversão”? – perguntei-lhe directamente.
- Bom… tu sabes. – Zeca pareceu algo comprometido – Sexo sem compromisso. Mas tu já estás comprometida… – acrescentou ele, olhando à minha aliança de casamento.
Sorri.
- Zeca, se tu quiseres, eu posso fazer de ti o homem mais feliz do mundo. Sim, tens razão, eu sou casada; mas o meu casamento não significa nada na minha fase de vida actual: neste momento, eu quero divertir-me, quero gozar a vida e isso implica foder quem eu quiser e como eu quiser. – fiz uma pausa dramática, para Zeca conseguir perceber o que eu queria dizer – E eu escolhi-te a ti para uma tarefa muito especial: foderes-me. Achas que consegues?
Zeca empertigou-se: provavelmente nunca nenhuma mulher havia falado com ele daquela maneira, sendo tão directa como eu fui. Ele pareceu algo atrapalhado ao início, mas depois recompôs-se:
- Não sei se estou à tua altura. Mas raios me partam se não tento descobrir isso mesmo!
Aproximei-me dele e dei-lhe um beijo nos lábios:
- Assim é que é falar.
Claro que ele me levou a sua casa. Sendo solteiro e não tendo de pedir contas a ninguém, era sempre mais fácil ir para casa dele.
Ou, melhor dizendo, para a cama dele.
Entrámos para o quarto dele logo agarrados um ao outro, aos beijos apaixonados; logo a seguir ele fez-me deitar na cama enquanto se despia, e eu decidi retirar da equação o vestidinho preto para deixar os meus atributos totalmente à mostra – apenas a ratinha estava coberta por um fio-dental… Assim que Zeca se aproximou de mim, completamente nu, viu como eu estava e vi o seu amiguinho dar um pulo.
- Credo, Joana, levas um homem à loucura…
Em resposta, baixei o fio-dental e abri os braços.
- Vem a mim, meu Deus-Alfa… – supliquei, com a voz mais submissa que consegui arranjar.
Zeca riu-se.
- Tens umas expressões engraçadas!
- Depois explico-te. – outra pausa dramática – Se quiseres que te mostre o Paraíso.
Em resposta, ele olhou para as minhas mamas e para o meu baixo-ventre descoberto:
- Não o estás a mostrar já?
Abanei a cabeça.
- Foda-se, Zeca, cala-te e fode-me!
E Zeca mostrou que era bem mandado, pois atirou-se a mim como se eu fosse a última garrafa de água do deserto: os seus lábios encontraram os meus, o seu órgão encostou-se logo à minha ratinha, as suas mãos envolveram-me num abraço apertado e que me fizeram unir os meus mamilos aos seus peitos. As suas mãos começaram a estimular um dos meus mamilos enquanto ele metia o outro na boca e chupava como se fosse uma chupeta, intercalando o chupar com o passar a língua pelo mamilo… Credo, só de pensar nisso me arrepia! O seu órgão dilatado estava encostado aos meus lábios vaginais, mas Zeca limitava-se a massajar-me os lábios com aquela pila bem dilatada, não querendo dar mostras de ma querer enfiar na ratinha.
- Foda-se, Zeca, fodes-me ou não? – supliquei, desesperada.
- Calma… – foi a resposta – Parece que estás com muita pressa. Deixa-me saborear com calma o avião que me aterrou aqui em casa…
E Zeca fez o favor de me provocar até ao limite, fazendo-me quase voltar a suplicar para que ele me enfiasse o seu membro dilatado por mim dentro! Comigo deitada na cama, ele ajoelhou-se em cima da minha cabeça, mesmo a jeito para que eu lhe desse muitos beijinhos na cabecinha da sua pila – e eu dei-os, intercalados por lambidelas e uma tentativa de a meter na boca e chupar-lhe o leitinho gostoso que estava lá dentro dos tintins… mas Zeca sabia o que estava a fazer.
- Estás muito voraz… pareces uma piranha! – comentou ele, enquanto me voltava a encostar a pila aos lábios.
Não resisti a deixar entrar a cabeça dele na minha boca para que eu me divertisse a chupar-lhe o “conteúdo”, sempre com a minha língua a trabalhar em simultâneo, ao mesmo tempo que, com as mãos, eu lhe massajava os testículos para o conjunto inteiro ficar o mais rijo e pronto possível quanto antes… queria tanto que ele me empalasse com aquele seu pau, queria sentir aquele órgão inchado e pulsante penetrar-me a ratinha!
- Ohhhh, credo, Joana, tens uma boca… – gemeu ele – Assim dás cabo de mim!
- Não acredito que um homenzarrão como tu se deixe intimidar por uma pobre mulher indefesa como eu…
Como resposta, ele soltou uma gargalhada, enquanto ia à mesa de cabeceira tirar um preservativo, com o qual envolveu o seu “tronco”. Abri as pernas, revelando a minha ratinha.
- Tem piedade de mim, meu conquistador… – pedi… apesar de os meus olhos dizerem precisamente o contrário.
E Zeca fez o que eu realmente queria: atirou-se a mim e enfiou aquele órgão dilatado e pulsante dentro de mim de uma só vez, fazendo-me soltar um gemido de prazer. Não teve piedade de mim, penetrando-me cheio de fogosidade, cheio de paixão, ao mesmo tempo que me beijava na boca e me apertava contra si. Havia anos desde a última vez que tinha sido montada daquela maneira (Humberto desde cedo começou a mostrar-se frouxo na cama) e gozei cada segundo daquela foda.
- Gemes como uma cadela… – comentou ele, enquanto voltava a enfiar o seu órgão em mim.
O meu orgasmo não demorou a vir, um orgasmo tão forte como já não sentia havia anos, precisamente por haver tanto tempo desde a última vez que tinha tido relações sexuais com alguém com um bom órgão (e não um brinquedo, como havia sido habitual desde que havia instituído o meu harém). Aí sim, gemi a bom gemer, gemi de prazer, de contentamento, de satisfação de tudo, à medida que as ondas de prazer percorriam o meu corpo por completo. Acariciei-lhe a face:
- Meu Deus-Alfa, meu Adónis… – murmurei, ainda rendida.
Em resposta, Zeca saiu de mim e ergueu-se, ficando em pé à minha frente, de mãos nas ancas e sorrindo.
- Realmente… que cona maravilhosa tu tens! O teu marido não lhe deve dar uso nenhum, para seres assim tão fogosa…
Soltei uma gargalhada, enquanto ele retirava o preservativo do pénis.
- O meu marido é um corno manso. – e agarrei o fio onde tinha as chaves – E eu tenho-o emasculado desde que abri a pestana e decidi explorar a minha sexualidade. Posso ficar com o teu preservativo?
Vi estranheza no rosto dele.
- Para quê?
- Tens medo que eu queira engravidar à tua conta? – ri-me – Não te preocupes, não conto criar mais gaiatos que os que já aturei ao longo da vida. Mas olha, quero mostrar ao meu harém de cornos mansos que já encontrei um Deus-Alfa para eles venerarem.
- Mas porque é que me chamas sempre isso de “Deus-Alfa”? – interrogou Zeca, enquanto se recomeçava a vestir após me ter entregue a “camisa de Vénus”.
- Eu explico-te. Então é assim…
Uns vinte minutos depois, acabei o meu monólogo de como havia seduzido e domesticado quatro pessoas, uma delas o meu próprio marido, e qual era a função que eu desejava que Zeca ocupasse. Ele ficou a olhar para mim pasmado.
- Tu estás a falar a sério? Queres que eu ande a foder gajos, que eu foda o teu marido…
- … e a mim também, claro. – acrescentei, com um sorriso.
- … e a ti também, OK. Queres que eu seja um peão na tua manipulação, é isso?
- Sim, basicamente é isso. – encolhi os ombros – Foderes os meus submissos deve ser trivial para ti, pois sempre vos ouvi dizer que “cu não tem sexo”. E boca também não, devo acrescentar. Já imaginaste bem o que te estou a oferecer? Quatro cus, quatro bocas e uma cona para usares à vontade… para além de livre acesso a mim. E, modéstia à parte, acho que não sou de se deitar fora…
Zeca olhou para mim durante um longo tempo, medindo os prós e os contras do que eu lhe estava a propor. Por uma vez na vida, eu queria exactamente aquilo que lhe estava a propor, sem manipulação: queria-o para “boi de cobrição”, para dar nome e tornar real a pessoa do “Deus-Alfa” e apimentar ainda mais as coisas no meu harém.
- Está bem. – declarou ele no fim – Aceito esse papel de Deus-Alfa. Ainda preciso que me expliques melhor qual o meu papel no meio disso tudo, mas não desgostei da tua proposta.
Sorri.
- Olá, Humberto. E olá a todos os meus meninos. – acenei para o portátil, onde podia ver Miguel, Vasco e Rita na videoconferência, enquanto Humberto estava de quatro ao meu lado.
- Boa noite, D. Joana. – disseram os três em uníssono.
- Boa noite… D. Joana. – repetiu Humberto, após alguma hesitação.
- Vês porque é que depois és sempre tu a ser castigado e humilhado, Humberto? – dei-lhe um toque na cabeça com a ponta do pé – Enquanto não assimilares por completo que eu é que estou no controlo da tua vida, vou procurar sempre arranjar maneira de te baixar a grimpa e te relembrar que o teu lugar é aí mesmo onde estás, a meus pés. Tal como os outros meninos.
Ouvi-o rosnar qualquer coisa mas acabou por devolver um “Sim, D. Joana”.
- Tenho novidades para todos vocês. – virei-me para a webcam do portátil – Andava à procura de um Deus-Alfa para se juntar a mim no controlo deste harém… e tenho-vos a informar que o encontrei. Ele logo vos será apresentado e logo todos vocês terão oportunidade de o cumprimentar como qualquer Deus-Alfa merece. Entretanto, nada mudará nas Glorificações ao Deus-Alfa da manhã: vou continuar a querer ver-vos trabalhar com o que têm em casa. E, especialmente para o Humberto, para ver se ele se modera, tenho um presente. Levanta a cabeça e abre a boca!
A medo, Humberto lá obedeceu: com a mão esquerda agarrei-lhe no queixo para o manter de boca aberta enquanto, com a direita, eu segurava o preservativo com que Zeca me havia fodido e tratei de despejar o seu conteúdo – o sémen do Deus-Alfa – na boca escancarada que tinha ali. Olhei para o portátil entretanto e vi que todos eles olharam com atenção para o que estava a acontecer ao seu “irmão de coleira”.
- Um aperitivo para a Cerimónia de Veneração ao Deus-Alfa, a acontecer daqui a alguns dias. Comecem a caprichar nesse treino oral, pois garanto-vos que o Deus-Alfa está bem munido! Já sabem, amanhã de manhã, até às 9h30, quero receber no meu WhatsApp as Cerimónias de Bons-Dias À Rainha e as Glorificações ao Deus-Alfa de todos, como sempre, onde já sabem que o último a enviá-las perde um ponto, e mensalmente eu castigo o que tiver menos pontos. Até amanhã, meus meninos.
- Até amanhã, D. Joana. – todos disseram, antes de desligar (e pareceu-me ter visto preocupação em alguns dos rostos).
- E tu… – larguei o queixo de Humberto assim que vi que o preservativo estava vazio – já sabes que tudo o que eu disse também se aplica a ti.
Humberto lutou para engolir aquele líquido esbranquiçado; decidi provocá-lo ainda mais:
- Não são vocês homens que se fartam de tomar proteínas para ficarem mais fortes? Proteína mais pura que esta não arranjas, só se fores “ordenhar” um touro!
Quando o vi engolir, soltei uma gargalhada.
- Isso mesmo, lindo menino! E agora deixa-me. Quero deixar-me dormir com a memória da foda que levei hoje. Vai! – e apontei para a porta do quarto.
Derrotado, Humberto murmurou um “sim, D. Joana” e saiu, enquanto eu fechava a porta a chave e me metia na cama. Mentalmente recordei todos os momentos íntimos que havia passado com Zeca, o que logicamente meteu as minhas mãos a trabalhar…
Tive um orgasmo às minhas mãos antes de adormecer.

Sem comentários:
Enviar um comentário