Assim que Tommy me mostrou imagens da amiga, o meu coração falhou um batimento e fiquei embasbacada a olhar para ela.
- Meu Deus… – não consegui deixar de dizer.
O seu nome artístico era “Ugaarsade”1. Era uma mulher de pele cor de ébano, alta e esguia, de porte musculado; tinha o cabelo totalmente rapado, uns olhos negros felinos e lábios grossos. Nas imagens, ela estava sempre em poses dominantes, numa delas segurando um chicote com ar de quem sabia utilizá-lo. Então uma das últimas mostrava-a totalmente nua e soltei um gemido de surpresa:
- Ela é uma shemale?
- Sim, é. Disfarça bem, não é? – riu-se Tommy, olhando para mim divertida.
- Se não a visse nua, nem percebia!
Voltei a ver aquela imagem: Ugaarsade estava nua, segurando na mão esquerda um longo bullwhip enquanto com a mão direita agarrava o seu órgão genital: era grande, ultrapassava e bem a largura da mão, e parecia ter uns 15 ou 20 cm de comprimento.
- Tommy, tens de me arranjar o contacto dela.
A minha agente soltou uma gargalhada.
- Queres-te envolver com ela, não queres?
- Eu… sim, querida, quero. – sussurrei, engolindo em seco. Porque será que os meus desejos carnais batem sempre tão fortes?
- Hmm… um aviso: ela é extremamente racista, por isso prepara-te para seres humilhada até mais não… achas que consegues aguentar?
Ri-me. Isso para mim não era problema.
- E… – continuou ela – qual é o pagamento que me vais dar por isso, para me traíres com outra gaja?
Olhei para ela, vi os seus olhos a arder de luxúria, engoli em seco e assenti:
- O habitual.
Depois de mais uma noite louca em casa da minha agente, lá obtive o contacto de Ugaarsade; e enquanto eu começava a falar com ela com um nome fictício (não queria que se soubesse que Ana Karabastou andava envolvida em orgias sexuais ou em sessões fotográficas de hardcore), percebendo que ela estava receptiva à ideia de um encontro, eu ia modificando o meu aspecto: fiz mezinhas secretas características da família Karabastos que permitiam mudar um pouco as feições do rosto e aumentar o volume dos seios, pintei o cabelo de loiro platinado, coloquei piercings nos mamilos, na língua, no clitóris e nos lábios vaginais e coloquei unhas de gel pretas e brancas de 5 cm de comprimento – quis ficar com um look tão embonecado que ninguém me pudesse reconhecer… e que seduzisse uma shemale dominante.
- Tu é que és a Leia Afrodita? – ouvi uma voz grave atrás de mim.
Ao ouvir o meu “nome artístico” para aquela aventura, virei-me e encarei uma mulher negra, de cabelo rapado, com perto do metro e oitenta de altura, se não fosse mais. Vestia um top branco, uma saia da mesma cor e calçava sandálias de salto-agulha, com atilhos que enrolavam pela perna acima e se uniam por baixo do joelho.
- Sim, senhora… Ugaarsade?
- “Senhora” chega bem. – foi a resposta seca, enquanto ela olhava para mim, de alto a baixo, vendo o meu corpo de ampulheta fracamente coberto por um vestido laranja extremamente decotado e curto, com um cinto em formato de algemas, e os meus pés, de unhas a condizer com as das mãos, enfiados numas sandálias de stripper, com salto-agulha e compensação – Pareces uma puta.
Engoli em seco e estremeci.
- Obrigado, senhora. Quis agradar-lhe…
Mas ela calou-me com um gesto da mão. Estávamos num bar de praia, encostado a uma das praias de Miami e o relógio passava pouco das 21h.
- Bom, vamos a isto. – declarou Ugaarsade, abrindo a mala e tirando uma coleira de cabedal negro e uma trela, que com toda a destreza do mundo me colocou no pescoço.
- Senhora… – hesitei, a medo. O bar não tinha muita gente mas os poucos que havia – e que haviam virado as cabeças para mim aquando da minha entrada – começaram a olhar para nós.
- Cala-te, puta.
E puxou-me em direcção à rua.
Pensei que me fosse guiar para o seu carro, mas Ugaarsade parou no passeio duma rua movimentada e fez sinal a um táxi. Assim que ele parou, entrou para o banco de trás e guiou-me de forma a ficar sentada no chão à sua frente.
- Já que queres ser puta, vais começar já a trabalhar. – rosnou ela, após ter dado indicações ao taxista e de ter ficado com a minha mala. Agarrou na saia e levantou-a.
- Oh meu Deus… – foi tudo o que pude dizer.
Ugaarsade não se havia preocupado em vestir roupa interior, pelo que o seu órgão surgiu apontado desde logo à minha cara.
- Chupa. Quero-me vir antes de chegar a casa.
Talvez com demasiada sofreguidão, abri a boca e acolhi aquele músculo erecto dentro de mim, começando a chupar. Enquanto o fazia, a shemale ia tirando selfies e apanhando-me na imagem.
- Isso mesmo, puta. Chupas bem!…
Continuei o que estava a fazer, sentindo-me excitar, apesar de estar num sítio público, e apesar da posição incómoda em que me encontrava… e também graças a um plug que eu tinha no meu cuzinho. Fui afagando os genitais de Ugaarsade enquanto eu ia chupando ruidosamente aquele órgão de tamanho bastante razoável, sempre enquanto ela ia fazendo vídeos e selfies de “mim”, da Leia Afrodita, a dar-lhe prazer num táxi.
De súbito, senti a minha boca encher-se de sémen, enquanto Ugaarsade começava a gemer, completamente ignorando onde estava.
- Uff, puta, nunca pensei… foda-se, conseguiste mesmo fazer-me vir antes de chegarmos! – foi ela dizendo enquanto se vinha e eu lutava por engolir tudo o que aquele órgão despejava na minha boca; ainda assim, não consegui evitar de que um fio me escorresse pelo canto da boca.
- Obrigado, senhora. – disse, enquanto ela me tirava uma foto de rosto.
- Abre a boca. – ordenou ela, ainda de telemóvel na mão; e eu obedeci, mostrando ainda a língua cheia dos seus fluidos, sendo alvo de mais umas fotografias.
Ugaarsade ajeitou-se e continuou a mexer no telemóvel, ignorando-me, enquanto eu me lambia e me ia limpando com as mãos o melhor que pude. Ainda passaram mais dez minutos até o táxi se deter, a minha interlocutora pagar a despesa e abrir a porta, arrastando-me atrás dela.
Estávamos num bloco de apartamentos decrépito, muito semelhante a um Bairro da Jamaica mas mais extenso, e o taxista havia-nos deixado na ponta daquele complexo. A minha guia (se lhe pudesse chamar isso) arrastou-me para um dos edifícios lá para o meio, debaixo dos olhares e de alguns comentários mais racistas.
Cinco minutos depois, estava a entrar para um apartamento num quarto andar. Ugaarsade mandou-me colocar de gatas à porta e foi assim que entrei, de cabeça baixa, apenas reparando que o chão era alcatifado. Fui guiada para uma divisão que, ao que tudo indicava, seria um quarto; ela parou de me puxar e puxou-me a parte de baixo do vestido para cima, revelando o meu traseiro mal coberto por uma tanga de fio-dental com letras metálicas atrás a dizer “SPANK ME”2. Ugaarsade soltou uma gargalhada e começou a bater-me nas nádegas.
- Tens mesmo pinta de puta! Arranjaste-te toda para eu te devorar, hein?
- Sim, senhora… – ofeguei, entre duas nalgadas – Quero muito ser comida por si…
Ouvi mais uma gargalhada; depois as nalgadas pararam. Os seus passos afastaram-se e, pelo canto do olho, pude ver que ela estava a enrolar um cigarro – mas o tempo que demorou fez-me pensar que seria um cigarro “especial”… e quando o acendeu e o seu aroma me chegou ao nariz, percebi que tinha razão, que a shemale estivera a preparar um charro. Ainda a fumar, Ugaarsade voltou à minha beira, passeou-se à minha volta, demorando-se atrás de mim por algum tempo, desviando-me o fio-dental e carregando na base do plug (que me fez suspirar), até se sentar à minha frente.
- Beija-me os pés primeiro.
Sem hesitar, dei-lhe um beijo no dedo grande do pé esquerdo, passando a língua pelo peito do pé de seguida. Ouvi mais uma gargalhadinha dela, entre chupadelas no charro, ao ver-me lamber-lhe o pé por completo.
- És bem-mandada, não és, puta branca?
- Sou, senhora. – respondi, entre duas lambidelas.
Ela riu-se e, enquanto eu continuava a venerar o seu pé esquerdo, vi pelo canto do olho que Ugaarsade estava agarrada a um tablet, que ligou e colocou de maneira a apanhar-nos às duas.
- Olá, seus falhados. – começou ela a falar – Hoje trago-vos algo muito especial. Ugaarsade, A Caçadora hoje apanhou mais um exemplar do lixo branco que habita ao nosso planeta. – agarrou-me no cabelo e levantou-me a cabeça – Ela chama-se Leia Afrodita e embonecou-se toda para que eu a fodesse. – largou-me, e eu passei a beijar o seu pé direito – Vocês, subscritores do meu OnlyFans, vão ver mais à frente vídeos dela a chupar-me no táxi… e deixem-me que vos diga: ela tem uma boquinha divinal! Agora esta Barbie de trazer por casa está mortinha para levar com a Lança da Caçadora… e eu estou mortinha para lhe dar com ela!
Ela levantou-se, ouvi o som do charro a ser batido num cinzeiro, e senti-a ajoelhar-se atrás de mim; desviou-me o fio-dental novamente e senti a sua mão mexer-me na zona de dentro das coxas, que já estava encharcadíssima, e tocar-me nos lábios vaginais e nos piercings que eu lá tinha.
- Mania deste lixo gostar de decorar as conas com brincos…
Senti um músculo pulsante envolto em látex tocar e esfregar-se na minha humidade. Duas mãos agarraram-me na cintura… e Ugaarsade entrou-me na ratinha.
- Ufff… que cona gostosa… – gemeu ela enquanto avançava dentro de mim com vigor, entrando de uma só vez e iniciando desde logo o movimento oposto – Vou rebentar-te essa merda, Barbie do caralho. E a seguir fodo-te o cu. Não quiseste vir ter comigo? Agora vou deixar-te marcada para o resto da vida, vou-te rebentar toda!
Enquanto falava (apesar de “rosnava” talvez ser uma designação mais acertada), ela ia-me penetrando com cada vez mais força, cada vez maior voracidade. Mordi o lábio inferior enquanto me sentia enlouquecer com o “trabalho” daquele pénis dentro de mim… Subitamente a shemale parou e saiu de mim, e deixei de a sentir atrás de mim. Duas mãos agarraram-me no vestido e no cinto e não desistiram enquanto não mos tiraram do corpo, ficando eu apenas de sandálias. Então ela agarrou-me no cabelo e forçou-me a rodar, ficando deitada no chão de barriga para cima. Vi-a totalmente nua, de peitos nus e mamilos espetados, mas o que mais me impressionou foi mesmo a sua cara, com um esgar de ódio. As suas mãos abriram-me as pernas, senti os seus dedos tocarem em todos os brincos que eu tinha no corpo, no mamilo, no clitóris e na vulva.
- Devia arrancar-te esta merda toda!
Em vez disso, a sua pila entrou-me novamente na ratinha, com ainda mais vigor que antes, enquanto ela deixava cair o seu corpo sobre o meu… e eu entrelaçava as minhas pernas atrás dela, apertando-a contra mim. Ela sorriu, olhou para mim e cuspiu-me na cara e na boca, beijando-me logo de seguida, um beijo selvagem, ardente – o mais desagradável foi sentir o seu bafo a cannabis…
- Merda branca… – rosnou a shemale enquanto não parava de me penetrar.
Aquela “lança” grande e saborosa estava a fazer o seu efeito em mim, estava a levar-me cada vez mais à loucura – e Ugaarsade estava a ser impiedosa comigo, estava a entrar e sair de mim com toda a força possível… até que se deteve e saiu, lentamente, da minha ratinha, erguendo-se logo a seguir. Voltou a cuspir-me na cara, sempre com um esgar de desprezo no rosto.
Abri as pernas e ia para tocar no meu clitóris para me continuar a excitar quando ela me bateu na mão.
- Vira-te. E não te toques. Puta.
Obedeci e fiquei novamente de quatro no chão; depois ela agarrou no plug que eu tinha no cuzinho e retirou-mo de uma só vez: não consegui reprimir um gemido…
- Estão a ver o que esta amostra de lixo branco tinha enfiado no cu? Até parecia adivinhar que aqui a Caçadora adora enrabar estes bichos…
Relaxei ao máximo enquanto sentia mais uma cuspidela, desta feita cair no meu cuzinho; então a ponta da “lança” poisou sobre o meu esfíncter… e quando dei por mim já ela estava a avançar pelo meu rabo dentro, com tanta desenvoltura que apenas pude soltar um longo gemido, seguido de outro e de mais outro, sempre que ela entrava totalmente dentro de mim e chegava ao fundo.
- Vai ser mesmo aqui que eu me vou vir, no cu desta Barbie! – riu-se ela, agarrando-me novamente na cintura e enterrando as suas unhas na minha carne.
Eu não disse nada mas senti que ia passar também pelo mesmo, uma vez que aquela posição, e aquela mulher, e aquela pila estavam a causar as ondas certas para eu, mais cedo ou mais tarde, atingir o orgasmo… e ele chegou! Fechei os punhos e enterrei as minhas unhas falsas nas palmas das mãos assim que senti a primeira onda de prazer percorrer-me o corpo, enquanto os meus gemidos atingiam novos máximos. Sentia-me nas nuvens ao ser abusada por aquela shemale…
Pouco depois de me ter acalmado, Ugaarsade acelerou ainda mais os seus movimentos pélvicos e começou a grunhir como uma fera: era óbvio que se estava a vir… e senti alguma pena de não poder sentir aquele jacto de fluidos quente a preencher-me o cuzinho. Lentamente, ela retirou a sua “lança” de dentro de mim, enquanto eu olhava para trás e ficava a vê-la masturbar-se mais um pouco, como se quisesse extrair para o preservativo todo o sémen possível; depois ela retirou a cobertura de látex daquele músculo que ia começando a mirrar e a apontar para baixo, agarrou-me na trela que pendia do meu pescoço e, antes que eu pudesse fazer alguma coisa, enfiou-me aquilo na boca.
- Uma pastilha elástica para a puta, para acabar a noite em beleza! Com os cumprimentos de Ugaarsade, A Caçadora! – soltou uma gargalhada enquanto eu voltava a saborear o gosto do seu sémen e tentava engolir aquela substância sem sufocar com o preservativo…
Quando eu o cuspi, já sem qualquer ponta de semente, a shemale já havia desligado a câmara do tablet e estava a enrolar mais um charro. Levantei-me e olhei para o meu reflexo num espelho do outro lado do quarto. Tinha o cabelo desgrenhado, três unhas das mãos haviam saltado, a marca das unhas dela nos flancos e a maquilhagem da cara toda esborratada. O que o espelho não mostrava era a satisfação que eu sentia por ter sido usada e abusada por aquela “caçadora”… Virei-me para ela assim que ela acendeu o charro.
- Muito obrigado por ter despendido tempo a abusar de mim. – declarei enquanto fazia tenções de lhe beijar a mão; a única reacção dela foi soprar para cima de mim o fumo que lhe saiu dos pulmões.
- Vai-te foder. – foi a resposta lacónica.
Então Ugaarsade levantou-se, tirou-me a trela e a coleira do pescoço, agarrou-me pelo cabelo, arrastou-me para a porta da rua, abriu-a e meteu-me fora de casa, fechando a porta atrás de si. O meu cérebro demorou alguns segundos a perceber o que estava a acontecer; e nessa altura a porta voltou a abrir-se e ela atirou-me à cabeça o vestido, fechando novamente a porta com estrondo. Pouco depois, ouvia música em altos berros proveniente daquele apartamento.
Engolindo em seco e tentando acalmar-me e recuperar a compostura, espremi o meu corpo para me enfiar dentro daquele vestido novamente, tentei pentear-me com as mãos e retocar alguma da maquilhagem. Quando achei que estava minimamente normal, ia para descer as escadas quando me recordei que Ugaarsade havia ficado com a minha mala, onde estava a minha identificação, o meu telemóvel, o meu dinheiro, tudo! Bati à porta mais de dez minutos, carreguei na campainha outro tanto tempo mas o alto volume da música não deixava ouvir o que quer que fosse. Soluçando, desci as escadas rumo à porta de entrada no prédio, sentindo o meu coração bater desalmado no peito. Iria ser uma verdadeira odisseia conseguir regressar à civilização naqueles preparos, sem dinheiro nem forma de contactar alguém conhecido…

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