terça-feira, 14 de agosto de 2018

Acordo fechado

(história anterior)

- Luís, chega aqui, se fizeres favor.
Assim que ouvi o intercomunicador que tinha na secretária, levantei-me e saí da minha secretária, rumo ao escritório do Daddy. Estava com o meu visual masculino mas isso não me impediu de balançar as ancas enquanto andava, como fazia quando era a Melanie – ou seja, quase sempre…

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Presente envenenado

(história anterior)

Fazer anos é sempre motivo de festa: tornamo-nos um ano mais velhos e tentamos assinalar esse facto rodeando-nos de amigos, família e pessoas que nos queiram bem para o celebrarmos. No meu caso, habitualmente costumo celebrar os meus com um almoço com Carlos e os miúdos, mais os pais dele e Andreia (e Helena, e a filha de ambas).
Este ano as coisas saíram um bocadinho do meu controlo pois, uma semana antes de eu fazer 37 anos, recebi uma chamada da minha irmã mais velha, Amélia, a perguntar se estaria disponível para a acolher a ela e a Ângela para, em conjunto, festejamos os meus anos. Respondi afirmativamente sem pensar; e só em conversa com o meu marido é que me caiu a ficha, pois dificilmente elas viriam a um aniversário meu que não envolvesse qualquer coisa kinky. E o tempo encarregou-se de mostrar como estávamos certos…

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Opção definitiva (parte 2)

continuação...

A tarde deu lugar à noite e, à medida que as horas iam passando, Mónica reparou que Paula se ausentou por diversas vezes para falar ao telemóvel; pensou interrogá-la a esse respeito, mas acabou por se deixar ficar calada, preocupando-se mais em apanhar Sol e em dar alguns mergulhos na piscina.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Opção definitiva (parte 1)

(história anterior)

Depois de uma luta titânica, Marco respirou fundo e olhou para o cadeado minúsculo de plástico que tinha na mão. A partir do momento em que o colocasse no orifício principal do CB-6000 de acrílico transparente, não havia volta a dar: os seus genitais ficariam trancados enquanto Paula quisesse. A esposa havia falado naquela ideia algum tempo antes mas sem o impor; e o facto é que ela havia amadurecido na cabeça de Marco até este considerar que, de facto, fazia sentido ele usar um cinto de castidade: Paula já o controlava totalmente em todos os aspectos da sua vida, era perfeitamente normal que ela também comandasse os seus orgasmos. Assim, ele encomendou um e passou perto de uma meia-hora a tentar colocar os seus genitais dentro daquele espaço apertado – com um balde de gelo ao lado para aliviar as erecções provocadas pelo muito mexer no pénis. E só faltava a última tranca, que manteria o cinto de castidade em posição. Marco engoliu em seco, pegou no mini-cadeado e colocou-o no orifício, deixando de fazer força assim que ouviu o “click”. Depois pegou na chave do cadeado, meteu-a numa caixinha pequena, meteu-a no bolso do casaco, ajeitou a roupa e saiu da casa de banho do trabalho, tentando habituar-se à sensação de ter uma carapaça de acrílico a cobrir-lhe os genitais.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Três actos (parte 3)

continuação...

Não consigo precisar a quantidade de tempo que estive inconsciente: como devem calcular, desde que fora capturada perdera por completo a noção do tempo. A minha situação havia-se modificado totalmente: estava vendada e amordaçada, mas de uma forma estranha: eu conseguia abrir e fechar as pálpebras mas não havia meio de conseguir ver o que fosse, enquanto a minha boca também aparentemente estava livre mas havia qualquer coisa a cobrir-me dentes e língua. Não conseguia ouvir nada e dava a sensação de ter uma camada de qualquer coisa a cobrir-me a cara. Estava de pé, em cima de qualquer coisa, e sentia que estava a ser empurrada para diante apesar de estar imóvel e ter os tornozelos presos com algo metálico que não me permitia afastá-los; tinha também os braços cruzados à frente e não os conseguia mudar de posição. Tentei agitar-me mas não me mexi nem um milímetro… e comecei a entrar em pânico. Depois de eu ter sido raptada e violada daquela maneira, depois de eu ter sido abusada por todos aqueles homens, que mais me poderia vir a acontecer?

segunda-feira, 14 de maio de 2018

A cobaia da Doutora Rostovseva (parte 3)


Absorta nos meus pensamentos, não dei pelo regresso de May Chiang nem pelo que ela fez a Lin Pei. Só acordei para a vida quando esta se jogou para cima de mim e senti algo pontiagudo tocar-me no clitóris… fazendo-me gritar de surpresa.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Três actos (parte 2)

continuação...

Assim que fiquei totalmente submersa, a criatura teve ainda menos problemas em arrastar-me atrás dela, com ela a avançar pelo areal como se estivesse a andar normalmente, e por mais que eu tentasse libertar-me a sua mão não largava a corda que me prendia os pulsos. Sustive a respiração o máximo que consegui até os meus pulmões não aguentarem mais e eu involuntariamente ter tentado aspirar uma grande golfada de oxigénio… e surpreendentemente não comecei a sufocar! Abri os olhos (nem dera conta de os fechar) e, sem mais alternativa, fiquei a olhar para as costas da minha captora à medida que aquele ser ia avançando pelo fundo do mar.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

A cobaia da Doutora Rostovseva (parte 2)

continuação...

Então ela subiu para cima da maca, deitando-se por cima de mim e encostando o seu órgão à minha ratinha. Olhei rapidamente para as suas duas ajudantes mas elas quedavam-se imóveis a olhar para nós com um sorriso malandro.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Três actos (parte 1)

O meu nome é… sinceramente já não me lembro. Sempre me chamaram “Paciente 314” e acabei por me habituar a essa designação. Passei por tanto no Hospital, por tantas “terapias”, que aqueles malditos foram bem-sucedidos em apagar da minha memória a minha identidade; apenas consigo recordar farrapos da minha vida passada, bocados que escrevo com autorização do meu dono, para seu deleite e para eu não me esquecer do pouco que ainda me recordo, antes daquele maldito mutante me ter apanhado e trazido para ali… 

segunda-feira, 16 de abril de 2018

A cobaia da Doutora Rostovseva (parte 1)

(história anterior)

Abri os olhos lentamente, sentindo a inconsciência abandonar o meu corpo, deixando-me de novo desperta e capaz de me aperceber de tudo à minha volta. Estava deitada num sítio húmido e frio, iluminado unicamente com uma lâmpada que baloiçava por cima de mim e cujo raio de acção não deixava ver nada mais em meu redor. Como não poderia deixar de ser, estava presa a algo, pois os meus pulsos não se mexiam e estavam abertos, da mesma maneira que os meus tornozelos; quanto à minha boca, sentia algo metálico enfiado entre os dentes que me fazia tê-la aberta. Olhei para o meu corpo e vi-me totalmente nua.