sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Escravas em celas (parte 2)

continuação...

Um par de horas mais tarde (penso eu), ouvi uma porta a ser fechada. Abri os olhos e vi Andreia a aproximar-se das nossas celas, com duas taças de metal nas mãos. Ela colocou-as no chão, abriu a porta da minha cela e entrou, colocando-me as taças perto de mim.
- Vá ver, come. – disse ela, saindo e, aparentemente, indo buscar as taças para Ellen. Aproximei-me das minhas e olhei para lá. Água e, aparentemente, comida para chão… sempre o mesmo cliché.
- Porra, por uma vez podiam dar-me algo diferente… – resmunguei. Quando levantei o meu olhar, vi Andreia e Ellen a olharem para mim. Ellen estava chocada, enquanto a minha irmã estava desagradada.

 
- Oooh, somos esquisitinhas, não somos? Talvez estivéssemos à espera de um filet mignon, não?
Senti suores frios: havia falado demais. Olhei para baixo e afundei a cabeça numa das taças, mas já não valia a pena: segundos depois, ouvi uma chave na porta da minha cela.
- Por favor, Agente Andreia, perdoe-me… falei demais… – implorei, ajoelhando-me à sua frente.
- Oh, tu não fazes ideia de quão estás certa. – a sua voz estava cheia de raiva.
Ela agarrou-me pelo cabelo e forçou-me a afastar-me das taças; depois atirou-me ao chão, algemou-me os pulsos atrás das costas, amordaçou-me e tirou-me a minha tanga.
- Mexe-te e parto-te as pernas. – rugiu ela, com um olhar cheio de ódio.
Ela deixou-me deitada de barriga para baixo, olhando para a parede. Tive vontade de rolar no chão e ver o que estava ela a fazer… mas eu sabia que, se o fizesse, as coisas iriam piorar muito mais para mim. Por isso fiquei quietinha, até respirando o mais levemente possível.
- Bom, se achas que a comida daqui não é boa o suficiente para ti, tenho aqui uma coisinha para ti…
Quando ouvi o primeiro zumbido, quase adivinhei o que a minha irmã estava a planear; e os meus medos foram conformados quando o primeiro vibrador me foi bruscamente introduzido na minha ratinha. Relaxei logo o meu ânus, porque eu conhecia a minha irmã de ginjeira e já sabia o que ela ia a fazer a seguir… por isso, mal reagi quando outro vibrador me foi colocado no rabo.
- Gostas? As coisas já vão melhorar ainda mais… – depois, uma pausa – O que se passa, anormal?! Queres o mesmo tratamento?!
- Não, Senhora Agente, por favor, desculpe-me! – ouvi a voz de Ellen.
- Isso. Porta-te bem ou vai-te acontecer o mesmo que a esta puta.
- Sim, Senhora Agente.
Enquanto ela falava, Andreia já me havia algemado também os tornozelos e prendendo-os juntamente aos meus pulsos. Outro par de algemas apertou-me os cotovelos, sabe-se lá porquê, e mais um par de algemas para os polegares nos meus dedos. Depois de me tirar os sapatos, também me prendeu os dedos grandes dos pés.
- E então, minha puta fodilhona, já te arrependeste de teres aberto a puta da tua boca porca para reclamar?
Assenti. Apesar da boa sensação que os vibradores me estavam a causar, a dureza de Andreia estava a deixar-me algo amedrontada.
- Temos pena, pois eu ainda não acabei contigo.
Ela virou-me de barriga para cima, agarrando-me nos seios e prendendo-me pinças nos mamilos – apertadas. Logo a seguir ela puxou a corrente que unia as pinças, fazendo-me gemer. Ela pegou num par de tampões e enfiou-mos nos ouvidos, deixando-me surda. E, para acabar, Andreia segurava um capuz de cabedal preto, cujos únicos buracos que tinha eram para as narinas: a minha irmã não perdeu tempo a enfiar-mo na cabeça. Por momentos, pareceu que ela havia parado de me torturar… então, um par de dedos envoltos em borracha acariciaram-me os lábios vaginais e a palma da sua mão empurrou o vibrador ainda mais para dentro de mim – de seguida, ela fez ao mesmo ao brinquedo que eu tinha no meu rabinho, com uma agulha a ser-me espetada no braço direito. Depois disso, aparentemente, ela deixou-me.
Não sei quanto tempo estive ali, completamente imóvel, privada de visão, audição e fala. Debati-me, tentando soltar-me, rolei pelo chão… tudo em vão, estava demasiado bem presa. Assim, acabei por me resignar e deixei-me ficar quieta, concentrando-me nos vibradores… e, quando começaram os orgasmos, foi sem parar.
A partir do terceiro orgasmo, perdi a conta às vezes que me senti atingir o clímax. Com a minha ratinha tão cheia, a completa privação sensorial deixava-me ainda mais excitada. E, apesar da posição desconfortável em que a minha irmã me havia prendido, eu estava a disfrutar imenso; e nem mesmo as cãibras causadas pela falta de movimento alteravam isso. As torturas que Andreia – ou Carlos – me infligia eram um dos maiores prazeres da minha vida, não importava o quão bruta ela parecesse ser, o quão apertada ela me deixasse.
Provavelmente passaram horas até que senti as algemas que tinha nos pulsos e cotovelos serem-me retiradas, seguidas do resto das amarras que me tolhiam o corpo. Quando o capuz foi retirado e pude voltar a ver, deparei-me com Isabel.
- Coitadinha, toda algemada e ensarilhada no chão dessa forma… e olha para a porcaria que fizeste. – declarou ela, apontando para o chão com uma unha longa e encarnada.
Olhei para o chão e vi uma grande poça no chão onde eu estivera deitada, produzida após diversas horas de orgasmos… corei.
- Não há necessidade para isso, escrava. Mas… – um sorriso perverso apareceu-lhe nos lábios – não te parece que eu mereço uma recompensa por te ter libertado?
- Uh… sim, Senhora Agente, merece.
Apesar da dor nas articulações, ajoelhei-me em frente a ela e comecei a beijar-lhe os pés, os seus saltos, os seus sapatos, depois passei para as suas pernas cobertas por uma camada de nylon, as suas coxas, parando quando cheguei ao seu baixo-ventre. Mais uma vez fiquei a olhar para a sua tanga encarnada, reparando na mancha molhada nela; levantei as mãos e agarrei o seu elástico, puxando-a para baixo.
- Ah… tu… tu tens iniciativa… óptimo… – soluçou Isabel.
Confesso que estava com vontade de lhe dar prazer, por isso voltei a beijar-lhe o clitóris, como fizera antes enquanto Ellen me estivera a arrombar o rabinho. Os meus lábios brincaram com a sua vulva, beijando-a de cima a baixo. A mulher loira estava a arfar; sabia bem ver alguém de certo modo à minha mercê…
- Oh, tu… puta, a tua boca é divinal…!
Afundei a minha cara no seu baixo-ventre novamente, penetrando a sua ratinha com a minha língua. Sabia tão bem como da primeira vez, mas sendo capaz de me mover à minha vontade fez aquela experiência ainda melhor. Para além disso, Isabel parecia estar ainda mais excitada que antes. Talvez por isso ela demorou menos para se vir. De qualquer forma, não importava: fazê-la vir-se e sentir os seus fluidos na minha boca e cara, enquanto ouvia a sua voz forte a gemer de prazer e desejo, era absolutamente delicioso, e eu aproveitei o momento ao máximo.
Todavia, daquela vez, ela afastou-se de mim menos de um minuto – acho eu – depois de sentir a primeira humidade na minha boca. Ela encostou-se à parede, levantando a mão para manter a distância entre nós, enquanto a sua respiração ia regressando ao normal.
- A Andreia não estava a mentir… tu realmente sabes dar prazer a uma pessoa. Nunca me havia vindo assim tão rapidamente desde… desde há anos, acho eu.
- Obrigada, Senhora Agente. – respondi no meu tom mais submisso, olhando sempre para o chão – É um prazer fazê-la sentir-se bem.
- Bom… tenho de ir. – a sua mão passou pelo seu cabelo – Altura de dormires. Bons sonhos, escrava.
- Para si também, Senhora Agente. – vi-a sair da minha cela e fechar a porta, desaparecendo em seguida na escuridão.
Olhei à volta. Ellen estava a dormir no chão, enrolada em posição fetal. Não fazia ideia de como conseguiria eu dormir naquele chão duro e algo frio – apesar de até já estar razoavelmente habituada a isso. Vi ambas as taças perto de mim, ainda cheias de água e da comida a que eu havia apelidado de “cliché”… ajoelhei-me à beira delas e comi um bocado: sabia bem, apesar do aspecto dúbio.
Quando acabei de comer, limpei-me o melhor que consegui, então deixei-me no chão como Ellen, tentando manter-me o mais quente possível. E, apesar de o chão ser tão duro como cimento e frio, bom… já dormira em piores sítios. Assim fechei os olhos, pensando no que me iria acontecer no dia seguinte.

Não fazia a mais pequena ideia de que horas eram quando acordei. A divisão onde as nossas celas se encontravam não tinha a mais pequena janela ou abertura que deixasse entrar luz exterior – tanto quanto soubéssemos, podíamos estar próximos do meio-dia ou da meia-noite. Ellen estava sentada no chão em cima das pernas, encostando-se contra as barras que nos separavam; ela olhava intensamente para mim.
- Bom dia, Ana. – cumprimentou-me ela.
- Bom, erm… qualquer coisa. – respondi.
- O que achas que elas nos vão fazer hoje?
Dirigi-me para as taças de metal que estavam no chão, entretanto reabastecidas, e ajoelhei-me, começando a comer. A comida era diferente mas sabia bem.
- Não faço a mais pálida ideia. Mas deve ser algo depra… hmm… – parei quando os meus olhos se fixaram no seu baixo-ventre, não querendo abandonar aquela zona. Ellen notou.
- Que foi? O que se passa?
- Nada, nada. – respondi rapidamente e enfiei a cara na taça, esperando que ela mudasse de assunto.
- Ana, por favor, fala comigo…
Levantei-me e dirigi-me na sua direcção, sentando-me ao seu lado – mas separadas pelas grades.
- É… bom, é o teu órgão, querida. É…
Ela virou a cara, desagradada.
- Oh… odeio esta coisa. Faz-me sentir uma perfeita anormal.
Engoli em seco. Não gostava de a ver assim… e os meus próprios desejos estavam a vir ao de cima.
- Ellen, posso… posso chupá-lo?
Ela olhou para mim como quem olha para uma criatura bizarra.
- O quê?
- Eu… eu quero fazer-te sentir bem, querida. Apenas nos temos uma à outra enquanto estivermos aqui… e toda a gente diz que a minha boca é capaz de dar prazer a qualquer pessoa em menos de nada.
- Eu sei. Nunca mais me consegui esquecer daquela vez em que me fizeste um broche… – Ellen baixou a cabeça, envergonhada.
- Nem eu… a tua pila é tão boa. Por favor… deixa-me chupá-la. – implorei, quase perdendo o controlo. Naquele momento, naquele instante, tudo o que eu mais queria era poder ter a sua pila na minha boca.
Mais uma vez, Ellen voltou a encarar-me:
- Tu és doida…
Assenti.
- Bom… acho que eu também sou. – continuou ela, levantando-se e encostando-se às barras de forma a que o seu órgão passasse por entre duas delas.
Ajoelhei-me em frente dela e acolhi o seu órgão na minha boca. Ainda me recordava da primeira vez que lhe havia feito aquilo, pouco tempo após o meu transplante de fígado (afinal de contas, aquela noite ainda estava bem fresca na minha memória, sendo uma das melhores ocasiões da minha vida) e, para ser sincera, eu queria repetir a experiência. A minha mão agarrou o seu corpo e começou a masturbá-lo, enquanto eu lhe ia beijando a cabecinha.
- Oh, Ana… meu Deus… – gemeu Ellen.
Então, deixei o seu pénis entrar por completo na minha boca, indo o mais profundamente possível. Tentei não sufocar ao sentir a cabeça daquele órgão a roçar a minha garganta. Recuei lentamente, a ponta da minha língua encostada ao corpo daquele órgão. Credo, podia sentir aquele pénis a crescer, a pulsar a cada segundo, sentia os vasos sanguíneos a pulsarem de sangue, a irrigarem os músculos… A minha ratinha estava já extremamente encharcada, e a minha mão não se fez rogada e começou a tocar nos meus lábios vaginais. Por momentos, a minha boca abandonou aquele tronco vivo – a minha outra mão, todavia, continuou a masturbá-lo – e, em vez disso, passou a beijar os seus testículos. Ellen fechou os olhos e ouvi-a arfar.
A minha mão acabou por largar a minha ratinha, passando a tratar da de Ellen – devido ao seu pénis, às vezes era difícil recordar que aquela também tinha uma ratinha – e, depois de um beijinho (dado o melhor possível por entre as barras da cela), dois dedos entraram dentro dela.
- A-Ana, es-estás… – gaguejou ela.
- Cala-te, amor.
A minha boca regressou à sua pila, que já estava enorme. Comecei a chupá-la lentamente e senti que Ellen estava à beira do orgasmo; acabei apenas por lhe ir dando uns beijinhos na sua cabeça, ouvindo a sua respiração acelerar ainda mais, tentando fazê-la aguentar mais um bocado – apesar de a minha mão continuar a mexer-lhe na ratinha. Todavia, um pouco como eu estava à espera, os meus cuidados foram inúteis: quando dei por mim, senti os seus fluidos a molharem-me os lábios.
- Oh, A-Ana, eu, ah… AHHH!!
Abri a boca o mais que consegui e engoli a sua pila, deixando-a vir-se na minha boca, esporrar-se dentro de mim e bebendo os seus sumos. Tal como da outra vez que eu chupara Ellen, na presença de Andreia e Carlos, foi um orgasmo monstruoso: depois de quase sufocar tentando engolir os seus fluidos, tive de tirar o seu membro da boca e deixá-lo banhar-me no seu sémen – com a minha mão ainda a acariciá-lo.
- O-obrigado, amor… – sussurrei. Sentia-me preenchida e realizada… não sei porquê – Eu… eu precisava muito disto, de te dar amor…
Subitamente, ouvi aplausos atrás de nós.
- Bravo! Bravo! Que actuação espectacular! Bis!
Virei-me na direcção da voz e vi Andreia e Isabel, que se aproximavam das nossas celas. Envergavam roupas semelhantes às do dia anterior.
- Oh, não precisam de parar apenas por causa de estarmos aqui… por favor, continuem.
Ainda de joelhos, virei-me para elas.
- Bom dia, Senhoras Agentes. – cumprimentei-as.
- Bom dia, Senhoras Agentes. – ecoou Ellen.
- Ena, ena, quem diria, elas são educadas… bom dia, escravas. – respondeu Isabel.
- Bom, tratemos de assuntos mais sérios. Sempre queres fazer o que me disseste ontem? – Andreia olhou para a parceira.
- Oh, sem qualquer dúvida. – Isabel abrira a porta da cela de Ellen – Mais uma vez, é altura de foder a anormal.
Ellen olhou para mim, aterrorizada. A minha mão direita procurou a sua mão esquerda e apertou-a, os nossos dedos entrelaçando-se: queria tentar passar-lhe alguma da minha força, tentar dar-lhe coragem para mais esta provação, a ela que já tinha mais dias de torturas às mãos daquelas duas “polícias”. Então Isabel agarrou em Ellen e afastou-a dali. Entretanto, a minha irmã estava já a meu lado.
- Ora bem, e que hei-de te fazer hoje, minha puta fodilhona?
Pus-me de quatro no chão e rastejei até às suas botas, começando a beijá-las; parei assim que algo rijo me bateu nas nádegas.
- Não! Vais-me sujar as botas com a tua cara toda cagada da outra cabra… fica quietinha, é a tua paga por seres tão puta.
- Por favor, Senhora Agente, desculpe-me…
Andreia foi andando à minha volta, lentamente, ao mesmo tempo que eu estava de quatro, olhando para o chão sem me atrever por um segundo que fosse a levantar os olhos. Subitamente, sem qualquer aviso, fui agredida novamente nas nádegas; depois mais uma pancada, seguida de outra e de mais outra… ela estava a chicotear ambas as minhas nádegas, à vez, e eu ia gritando sempre que aquela chibata ou cana ou o que quer que fosse me atingia na minha carne; eu imaginava o meu traseiro a ficar gradualmente mais encarnado. Pelo canto do olho, pude ver Ellen de joelhos, de mãos amarradas atrás das costas e uma mordaça na boca, e Isabel ajoelhada atrás dela, com uma mão a masturbar o órgão da sua escrava e a outra ao redor do seu peito nu, segurando as duas mulheres juntas – parecia que a loira estava a comer Ellen por trás.
Quando a sessão de spanking acabou, Andreia agarrou-me pela coleira e forçou-me a erguer-me. O meu traseiro parecia que se tinha sentado em cima de uma grelha de barbecue…
- Limpa-te antes de mais; só depois é que tens autorização para me beijares as botas… e mais qualquer outra coisa que eu queira.
- Sim, Senhora Agente. – disse, sabendo perfeitamente o que queria a minha irmã.
Mais uma vez, com as mãos e a água que tinha numa das taças, fui limpando a minha cara e os meus seios, removendo o sémen de Ellen o melhor que consegui. Lambendo os lábios – e recordando o sabor da pila de Ellen na minha boca – voltei a colocar-me de quatro e a aproximar-me das botas de Andreia. Tentei beijá-las novamente, com cuidado, tendo sido autorizada pela minha irmã. Lambi-lhe os saltos, as suas solas, passando depois para o cano envernizado das suas botas e aproximando-me cada vez mais do seu baixo-ventre.
- Olha, olha… a “Bocas” quer enfiar a carinha dela na minha rata…
Enquanto, com uma das suas mãos levantou a saia, mostrando que ela não tinha nada por baixo, com a outra agarrou-me no cabelo e forçou a minha cara a aproximar-se ainda mais da sua vulva.
- Oh, já estava há muito tempo sem a tua boca na minha cona. Brilha, puta.
Apesar do espancamento que havia levado minutos antes, ou do tratamento de privação sensorial que ela me havia feito ou dos seus modos para comigo no dia anterior, eu não conseguia sentir outra coisa senão amor por Andreia. Queria abraçá-la, fazê-la sorrir… dar-lhe prazer… Beijei-lhe os lábios vaginais com carinho, como de todas as vezes que fizéramos amor, que partilháramos a nossa paixão uma pela outra. As minhas mãos descansavam nas suas coxas, enquanto a minha boca roçava no seu clitóris. Enquanto isso, olhei para cima: a minha irmã estava a devolver-me o olhar, e eu pude ver o desejo nos seus olhos verdes.
- Ana, v-vais… – gemeu ela, e pensei em como aquela era a primeira vez que a ouvia tratar-me pelo nome – vais foder-me ou quê?
Não respondi. Em vez disso, soprei na direcção da sua vulva.
- Aaah, pára, por favor, es-estás…
- Eu amo-a tanto, minha querida Agente durona. – confessei, com um sorriso; logo a seguir, a minha língua entrou na sua ratinha.
Andreia não disse nada. Todavia, quando a sua mão regressou à minha cabeça, em vez do habitual puxão de cabelos, ela limitou-se a afagar-ma, com os seus dedos a passarem-me pelo cabelo.
- Oh, querida, continua, por favor… – gemeu Andreia, deixando cair a cabeça para trás.
Era divertidíssimo ver a mudança de atitude da minha irmã. Não sei se era devido à forma como eu a havia beijado na ratinha, ou como eu lhe tocava, mas dava ideia que algo a havia feito largar a máscara de polícia sem piedade e retornar aos seus sentimentos por mim. Continuei a penetrá-la com a minha língua, ignorando por completo os gemidos abafados de Ellen e os insultos de Isabel. O que era importante mesmo era aquela ratinha rosadinha, cada vez mais encharcada…
De súbito, Andreia fez-me deitar no chão frio. Estranhei aquilo e olhei para ela, mas a minha irmã já se havia colocado por cima de mim, comigo a ficar com a cabeça bem próxima da sua ratinha… Guinchei assim que senti os lábios de Andreia na minha própria ratinha.
- Não é justo, não achas? Tu a torturares-me sem que eu faça algo a esse respeito… altura de te dar um pouco do teu próprio remédio.
Quando a sua língua entrou dentro de mim, soltei outro guincho. Todavia reagi fazendo-lhe exactamente o mesmo – basicamente, ambas estávamos a penetrar a rata uma da outra com as nossas línguas. Os meus dedos começaram a brincar com os seus pêlos púbicos, provocando-a, enquanto a minha outra mão se foi aproximando do seu rabo, com as pontas dos meus dedos a irem “andando” até ao seu ânus.
- Não, Ana, não… – implorou Andreia. Eu fiquei chocada. A minha irmã, a durona, a Dominatrix, a implorar-me?
- Aposto com a Senhora Agente que a consigo fazer vir primeiro que a Senhora Agente a mim… – respondi, sorrindo.
Ouvi a gargalhada da minha irmã, interrompida assim que eu beijei o seu clitóris mais uma vez. O meu dedo do meio começou a enveredar pelo seu ânus… e Andreia gemeu. Ela tentou responder metendo-me dois dedos no meu cuzinho; e, apesar de saber tremendamente bem, eu já lhe estava a lamber furiosamente os lábios vaginais. Andreia estava sempre um passo atrás de mim e, sempre que ela tinha uma ideia de me causar mais prazer, eu já me havia adiantado a ela.
Como podem imaginar, eu ganhei aquela aposta: de repente, senti todos os músculos do corpo da minha irmã a contraírem-se assim que ela atingiu o clímax, com os seus fluidos a encharcarem-me a boca, a língua e a cara – pela terceira ou quarta vez desde que havia sido raptada. Mas eu não me importava, especialmente porque eu própria estava muito próxima de me vir…
Senti alívio assim que atingi o clímax. Gritei, berrei e arfei, feliz da vida por estar entre as pernas de uma polícia que era a minha irmã. Era fantástico como, apesar de todos os orgasmos que eu já tivera naquele cativeiro, com Ellen e com Isabel, eu ainda me conseguia sentir extremamente excitada por estar ali, por poder fazer amor com a minha irmã, a minha maior amante… Andreia limpava a minha rata com a sua língua, algo que eu já havia feito.
Quando ela se levantou, muito mais tarde, olhei-a com amor. Queria tanto dizer-lhe o quanto eu a amava e lhe estava agradecida por aquela oportunidade de fazermos um ‘69’… mas tudo indicava que a máscara de durona havia regressado.
- Não te mexas, puta. Então, Isabel, – e olhou para a parceira – Qual é a tua opinião final da minha cabra?
- Bom, ela ultrapassou todas as expectativas que eu podia ter dela. Ela é realmente uma dádiva dos céus… apesar de na noite passada, com a Ana, bom… foi bastante boa, também. Vais deixar-me dar umas voltinhas nela de vez em quando, não vais? O meu marido não se há-de importar… – e riu-se.
- Claro que vou! – Andreia sorriu, encarando-me de seguida – E tu… o que hei-de fazer eu contigo?
- N-não sei, Senhora Agente, estou ao seu dispor… – respondi, humildemente.
- Eu sei que estás. Infelizmente, não te vou poder ter aqui muito mais tempo, o teu maridinho vai partir da Escócia não demora muito tempo, calculo eu – se não tiver já partido – e, bom… não estou com muita pachorra para o aldrabar mais outra vez. – Andreia saiu da cela por momentos, enquanto eu ficava a olhar para as duas outras mulheres. Isabel estava a tirar o seu strap-on realista, enquanto Ellen estava amordaçada e amarrada como se fosse um paio e com uma poça de sémen debaixo do seu baixo-ventre.
Quando a agulha voltou a entrar no meu pescoço, deixei de sentir o que quer que fosse.

Debati-me contra a escuridão da inconsciência e, depois de alguma luta, lá consegui abrir os olhos. Já não me encontrava num chão frio e duro: estava deitada numa cama fofa e confortável, com lençóis de flanela e um edredom térmico. Não havia rasto de Andreia, Isabel ou Ellen – era como se tudo aquilo não tivesse passado de um mero sonho, mas a dor que sentia nas minhas nádegas contrariava essa ideia e provava que, sim, tudo aquilo realmente acontecera. Havia um braço à volta da minha cintura, pertencente a um corpo que estava atrás de mim na cama. Virei-me… e deparei-me com a cara doce de Carlos, o meu marido amado. Beijei-o mas ele não se mexeu. Franzi o sobrolho até reparar nas horas que apareciam no mostrador do relógio digital da mesinha de cabeceira: 10h23… provavelmente eles teriam chegado de madrugada a Portugal; seria demasiado cruel acordá-lo. Por isso, beijei-o mais uma vez e fechei os olhos, tentando descansar mais um bocado.

O homem estava sentado num banco perto de um grande jardim. Um grande grupo de crianças brincava por ali – apesar de já se estar em finais de Setembro, com o período lectivo a ter-se iniciado uma ou duas semanas antes – com alguns a andarem de skate, ou a jogarem à bola, ou simplesmente na conversa, para além de um par ou dois que estavam a namorar. Aquele lugar tinha uma vista magnífica para a baía do Seixal – apesar de a água não estar de todo limpa e, durante a maré baixa, libertar um cheiro nada agradável.
Então, apareceu uma mulher, aproximando-se do banco onde o homem se havia sentado; uma mulher alta, à volta de trinta anos de idade, com longo cabelo moreno. Vestia um top branco, uns corsários de ganga e sandálias pretas de salto alto, trazendo a tiracolo a sua mala de cabedal. Sem hesitar, sentou-se ao lado do homem.
- Deduzo que tudo tenha corrido às mil maravilhas. – disse ele, quase imediatamente.
- Nem precisas perguntar, querido. Já conheces ambas as raparigas: mesmo sem tortura elas ir-se-iam comportar como putas.
- Pois… – ele franziu o sobrolho – E a tua amiga?
- Ela adorou cada segundo desta experiência. Não fazia a mais pequena ideia que ela fosse tão adepta destas coisas kinky, mas pronto…
- Pois, todos nós temos os nossos esqueletos no armário. E tens a certeza que ela não vai desabafar com ninguém sobre isto?
Ela soltou uma gargalhada.
- Não te preocupes, já tratei da minha parte do acordo com ela. E tenho umas salvaguardas…
- E quando é que vais tratar da tua parte do acordo comigo?
Andreia sorriu, para depois abrir a mala e tirar de lá um DVD, que entregou de seguida ao homem.
- Diverte-te.
- Oh, podes ter a certeza disso. – ele sorriu com malícia – Apanhaste tudo?
- Sim, até os dias em que a puta da minha namorada esteve sozinha comigo e com a Isabel.
- Excelente! Mais para me distrair. – pela sua expressão, era perfeitamente óbvio o que ele queria dizer com aquilo.
- Sabes… tenho de te confessar algo. – Andreia parecia desconfortável – A Ana é submissa como tudo, mas às vezes, porra… às vezes ela é perfeitamente capaz de fazer qualquer pessoa implorar. Ela é tão dada, tão carinhosa… se ela não estivesse casada e fosse minha parente directa, eu raptava-a, casava-me com ela e vivia com ela num buraco qualquer até ao fim dos meus dias.
- Pois… ela é boa, não é? Por isso é que eu não abro mão dela.
Andreia encarou-o durante alguns segundos, enquanto a mão dele ia até ao bolso das calças à procura de algo.
- Reza para que a Ana não descubra que isto foi tudo ideia tua.
A sua mão reapareceu, segurando um frasco de analgésicos.
- Ah, deixa-te disso… ela nunca acreditaria. – Carlos sorriu enquanto engolia um dos comprimidos.

(história seguinte)

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