segunda-feira, 11 de abril de 2016

A primeira vez

(história anterior)

Nunca pensei adaptar-me tão bem a ser o escravo sexual da Ma Babanco. Os primeiros dias foram algo complicados para mim, admito, comigo a meter a mão na cabeça sempre que ia à casa de banho e olhava para o meu órgão sexual enfiado dentro de um cinto de castidade, pensando onde me havia metido. Todavia, sempre que olhava nos olhos de Rossana, sempre que via o seu grau de paixão por mim (uma paixão que era recíproca, diga-se), sentia que aquilo valia a pena. Tornei-me totalmente devoto daquela mulata e por ela fiz coisas que nunca, nem nos meus sonhos mais depravados, pensei fazer. Logicamente não perdemos muito tempo a ir morar juntos e, sempre que eu chegava a casa, ela fazia-me colocar plugs no rabo, plugs esses que, a cada dia que passava, iam sendo maiores e mais grossos – tudo para que, dali uns tempos, eu fosse capaz de suportar a sua pila no meu cu e me tornasse verdadeiramente a sua puta. E, invariavelmente, todas as noites eu tinha de lhe dar prazer oral, comigo a chupar-lhe o seu órgão até receber o seu orgasmo na minha boca, na cara, na cabeça ou no corpo, consoante a sua vontade. E, com o tempo, eu comecei a gostar daquela rotina e a ter prazer em ser abusado pela Ma Babanco. Na vida profissional, todavia, tudo continuou sem mudanças. Eu continuei a ser o chefe da empresa e Rossana sempre manteve a postura de secretária, nunca aproveitando o seu poder sobre mim para se beneficiar a si própria nem para tentar ganhar controlo sobre a empresa.
Todavia não quero que fiquem a pensar que a nossa relação apenas envolvia sexo e paixão. Fizemos bastantes coisas juntos, passeámos durante as nossas férias, fomos conhecer as terras-natal um do outro, divertimo-nos, rimos… enfim, a nossa ligação passou de uma relação D/s para algo 24/7, não envolvendo só as regras do BDSM mas também os direitos e deveres de um casal de namorados.
Até que uma noite…


Puxei o fecho da bota para cima e beijei-lhe o salto, recebendo uma carícia na cabeça. Depois das botas calçadas, a Ma Babanco levantou-se do seu trono e começou a vaguear pelo quarto, circulando à minha volta quase como que a decidir o que me fazer, enquanto eu continuava ajoelhado no chão, de cabeça baixa. Tinha uma coleira de metal à volta do pescoço e pulseiras do mesmo género nos pulsos e tornozelos, tudo ligado entre si com sólidas correntes de ferro. O meu cinto de castidade habitual havia sido substituído por um metálico, mais apertado, enquanto o meu rabo tinha um dos temíveis plugs que trancam após serem inseridos na vítima. Quanto a Rossana, vestira as mesmas roupas com que me surpreendera no nosso primeiro encontro: o vestido preto de látex, o cinto de ligas do mesmo estilo, as meias de nylon e as botas de salto alto acima do joelho. O som dos seus tacões contra o chão sempre que dava um passo ecoava por todo o quarto e aumentava o meu nervosismo.
- Hoje vou experimentar-te, meu branquelas. – riu-se Rossana, continuando a passear à minha volta – Depois de tanto tempo a alargar-te esse teu rabinho, está na altura de o meter a trabalhar. Vem atrás de mim.
Comecei a gatinhar pelo chão atrás dela, sempre de cabeça baixa. A Ma Babanco conduziu-me até uma espécie de cavalo de arções baixinho, mesmo a jeito para eu me deitar de barriga para baixo em cima dele. E, atrás dele, estava uma fucking machine. O dildo que estava montado nela era dos maiores que a Ma Babanco já usara em mim…
- Senhora, quer que me deite? – perguntei.
- Sim, branco. De cu para a frente, quero exercitar-to.
Obedeci-lhe, preparando-me mentalmente para o que iria acontecer a seguir. Se alguém me dissesse, uns meses antes, que eu seria reduzido à mera condição de escravo sexual de uma transsexual, eu acabaria por dar um soco nessa pessoa. E, no entanto, ali estava eu, a preparar-me para ser abusado de todas as formas e feitios por aquela mulher de pele morena, peito farto e pila generosa… Nem dei por ela me prender as argolas das minhas pulseiras ao cavalo, voltando a mim apenas quando ela fechou e me retirou o plug.
Senti um beijo numa nádega antes de algo me ser encostado ao olho do rabo. A máquina foi ligada e o dildo começou a entrar e a sair de dentro de mim a um ritmo algo lento. Enquanto isso, a Ma Babanco avançou até ficar de frente para mim, olhando-me de cima com um sorriso no rosto.
- O pele de lixívia está a gostar do aquecimento, não está? – perguntou, mais em jeito de afirmação.
- Sim… Sim, Senhora…
- Pois, mas eu também preciso de aquecimento. Abre a boquinha, coração! – e levantou a saia, mostrando-me a sua pila já algo erecta.
Mal tive tempo de abrir a boca antes de ela me agarrar no cabelo e me enfiar aquele órgão para eu o chupar. Assim que lhe comecei a dar prazer oral, Rossana soltou um gemido de prazer prolongado; e foi-me enfiando e tirando a sua pila com vigor, fazendo-me engasgar algumas vezes. Podia senti-la a crescer dentro de mim até quase não me caber na boca. Simultaneamente, senti o dildo que me penetrava o cu ganhar mais velocidade; e tudo aquilo fez com que eu me começasse a sentir excitado, magoando-me à medida que a minha pila ia sendo apertada dentro do cinto de castidade. Rossana todavia estava indiferente à minha situação, preocupando-se unicamente em encher-me a boca com o seu órgão cor de ébano.
- Ohhhhh… o meu chupa-pilas está cada vez melhor nisto! – exclamou ela, agarrando-me com mais força pelo cabelo.
Fiquei à espera que a Ma Babanco se viesse na minha boca; todavia antes que isso acontecesse ela saiu de dentro de mim, deixando-me de boca aberta e com fios de baba a ligá-la à sua pila.
- Nem penses que me vou esporrar na tua boca, branquelas! Hoje vais levar leitinho no cu, quer queiras quer não. – e a fucking machine acelerou ainda mais, o que me fez começar a gemer – Isso mesmo, prepara-me esse cuzinho… hoje eu vou lhe usar! – acrescentou, imitando uma fala de uma novela brasileira.
Continuei a aguentar tanto aquele dildo no rabo como a dor no meu pénis até que Rossana desligou a máquina e me retirou o objecto fálico do rabo. Sentia-me um bocado “assado” já… mas sabia que o pior ainda estava para vir. Rossana desviou a máquina para o lado e ajoelhou-se atrás de mim; senti os seus dedos mexerem-me no esfíncter, exercitando-o, testando-o, humedecendo-o. Relaxei os músculos ao máximo e preparei-me mentalmente para o que viria a seguir…
Assim que a sua pila começou a avançar dentro de mim, fechei os olhos e cerrei os dentes; todavia a penetração não foi tão dolorosa como eu temia. Todo o treino a que Rossana me sujeitara ajudou-me a suportar o seu avanço. À medida que ela ia avançando dentro de mim, Rossana soltou um enorme gemido, parando assim que a sua pila entrou por completo.
- Olha-o todo lá dentro… todo lá dentro do cu do querido! – regozijou-se a Ma Babanco, dando-me uma palmada numa das nádegas – Agora já te posso foder a meu bel-prazer, Branca de Neve! Vou fazer de ti a minha puta branca.
Rossana continuou a falar à medida que ia recuando dentro de mim; a inserção seguinte já foi mais vigorosa e menos demorada. Sempre que a sua pila entrava em mim, fazia-o com mais força que antes. Não demorou muito até ela me estar a comer rápida e impiedosamente, apalpando-me as partes baixas ao mesmo tempo.
- Querias estar livre, não era? – rosnou ela – Querias ter essa piloca livre para te poderes vir à vontade, querias que eu te libertasse, não era?
Assenti, tentando esquecer a dor que sentia na pila. Ela sabia que eu odiava usar cintos de castidade – por isso mesmo obrigava-me a usá-los…
De repente Rossana saiu de dentro de mim com brusquidão. Olhei para trás de mim, tentando perceber o que se passava, e vi-a a agarrar num molho de chaves e a começar a soltar-me daquele cavalo; assim que os meus braços e pernas ficaram livres, ela agarrou em mim e fez-me levantar, para depois tratar de destrancar o meu cinto de castidade. Assim que a minha pila ficou livre, soltei um suspiro de alívio… e, quando dei por mim, havia sido atirado para cima da cama sem cerimónia. A Ma Babanco ajoelhou-se em cima da cama, agarrou na corrente que ligava os meus tornozelos e levantou-nos para cima, ficando eu com o meu ânus totalmente vulnerável.
- É agora, Branca de Neve. – declarou a Ma Babanco, com um sorriso largo enquanto voltava a encostar a sua pila ao meu rabo – É agora que vais saber o que é teres leitinho no cu.
E, mal falou, voltou a penetrar-me, fazendo-o de uma só vez, com um só movimento. Ao mesmo tempo, as suas mãos agarraram no meu próprio órgão, começando a masturbar-me. Deixei cair a cabeça na cama e fechei os olhos enquanto arfava de prazer.
- Oh para isto, eu a rechear o cu da minha Branca de Neve, do meu branquelas, a meter-lhe o meu chouriço no cu, daqui a bocadinho ficas também com leite…
Nessa altura deixei de a ouvir pois senti-me atingir o clímax. Comecei a gemer enquanto sentia a mão de Rossana sem parar de me estimular a pila, à medida que esta me ia enchendo a barriga e o peito de gotículas de esperma.
- Por favor, minha… minha adorada Ma Babanco… – gemi, possuído – Venha-se em mim…
E, quando dei por ela, senti uma humidade a alastrar pelo meu recto. Foi a vez de Rossana gemer loucamente, nunca parando de me violar o rabo, nunca parando de me masturbar.
- Puta… Branca de Neve… toma leite nesse cu… delicia-te… goza… a partir de hoje vais levar com ele todas as noites… vou fazer de ti uma cabra chupa-pilas que não quer outra coisa…
Enquanto falava, Rossana ia gemendo de prazer, à medida que se continuava a vir dentro de mim: era como se a sua ladainha a ajudasse a prolongar o orgasmo!
Não sei quanto tempo depois Rossana retirou a sua pila de dentro de mim; fê-lo com delicadeza, não querendo magoar mais o meu esfíncter “assado”, depois saiu de cima de mim mas ajoelhou-se ao lado da minha cabeça e agarrou-me logo no cabelo.
- Abre a boca, coração.
Obedeci-lhe, já sabia o que aí vinha; e mal o fiz, voltei a ter a boca invadida pela sua pila suja e ainda com resquícios de esperma. Lambi-lha e beijei-a, limpando todas as pingas de sémen e fluidos que estavam agarrados àquele órgão que, uns momentos antes, me estivera a penetrar bruscamente o rabo. Assim que concluí aquela tarefa, Rossana colocou uma caixa de toalhitas ao pé de mim, retirou algumas e entregou-mas para que eu me limpasse também.
Não sei porquê, sentia-me feliz. Talvez fosse o facto de, pela primeira vez, ter sido comido pela Ma Babanco – quero dizer, comido por ela mesmo, não por um dildo – tê-la a vir-se em mim, dentro de mim, dentro do meu rabo. E senti que ela também estava feliz porque olhei para ela e o seu sorriso era enorme. Apesar das minhas correntes, ela deitou-se e abraçou-me, dando-me um longo beijo nos lábios.
- Magoei-te, amor? – perguntou-me ela, assim que as nossas bocas se separaram.
Abanei a cabeça. Não me tinha doído por aí além, e o que sentira fora ultrapassado pelo prazer que Rossana me proporcionara.
- E gostaste?
- Bastante, querida…
Ela voltou a sorrir.
- Bom, sabes qual o próximo passo? Tratarmos de te vestir como uma menina. Se já te como como uma menina, faz sentido que passes a vestir-te como tal…
- Hein? – senti-me gelar – Queres que…
- Ah pois, amor! Acho que ficarias lindo com umas maminhas, uma saia, pernas à mostra… vamos é ter de nos livrar desses pelos todos.
- Mas… mas… mas eu não sou gaja nenhuma…
- Pois não, mas és meu. E eu quero que andes assim. Em casa, claro, não fiques já a suar e a pensar que eu quero que vás para o trabalho de soutien e saia e meias de liga… era uma ideia gira mas não o vou fazer. Mas em casa…
Suspirei fundo. Se a garantia de não ter de andar em público nos trajes que Rossana falara me dava algum alívio, aquela ideia voltou a deixar-me desconfortável. Todavia… a princípio também me deixara desconfortável descobrir que Rossana era uma transexual e isso agora não me fazia qualquer problema! Talvez aquilo fosse a mesma coisa. E, bom… por Rossana, pela Ma Babanco, por aquela pessoa, eu faria tudo.
- OK.

2 comentários:

  1. Gostei bastante além de muitas ideias geniais. Beijinhos

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  2. O ser humano nem sonha do que é capaz de querer, gostar e fazer. Basta alguém os incentivar... Beijinhos

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