segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Cu Laço

Sandra Castro era apresentadora de um dos inúmeros programas que, de manhã, enchem os canais de televisão generalistas nacionais. Conquistava qualquer convidado com a sua simpatia e o seu sorriso fácil e, apesar de já estar na meia-idade, era ainda dona de umas formas invejáveis para qualquer rapariga com metade da sua idade, fruto de uma alimentação cuidada e de idas ao ginásio. E, ao contrário de muita gente do mundo da televisão, Sandra gostava de manter privados os detalhes da sua vida privada, tentando evitar ao máximo as parangonas das publicações cor-de-rosa. Sabia-se que era casada havia mais de quinze anos com um empresário de seu nome Pedro Vasconcelos e que o casal tinha três filhos.

Este casal, todavia, tinha uma diferença na sua vida íntima…

terça-feira, 16 de agosto de 2022

A mulher e a menina

© Sasha Krasiviy

Olhei pela enésima vez para o telemóvel e tentei perceber o que estava ali. Não podia ser. O GPS dizia-me para virar por uma estrada, mas eu à minha frente apenas via um aceiro florestal, daqueles feitos por máquinas de rastos para cortar eventuais incêndios, totalmente incapaz de eu lá meter o meu carro! Sem outra hipótese, segui pelo outro caminho que tinha disponível, enquanto eu rezava a todos os santinhos para que o maldito telemóvel refizesse o percurso e finalmente me encaminhasse para a estrada de alcatrão e para a civilização!

Fui andando novamente, tentando suportar o calor abrasador que se fazia sentir naquela tarde, calor que nem o ar condicionado conseguia combater, por mais que eu o colocasse no máximo e lhe baixasse a temperatura para o mínimo. Estava realmente um calor infernal… porque raio tinha eu tido a ideia de querer ir à praia fluvial da barragem de Santa Clara-a-Velha por caminho de terra batida, “porque é mais perto”, se eu nem conhecia os caminhos e o Google Maps naquela zona tinha as estradas desenhadas erradamente? Era um desastre à espera de acontecer…

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Marido escravizado

(história anterior)

Quem afirmou que “o poder vicia” estava totalmente cheio de razão. À medida que eu ia controlando e dominando o meu harém de submissos, eu sentia necessidade de controlar todo e qualquer aspecto da vida de cada um deles. Queria saber tudo o que estavam a fazer a toda a hora, dava-lhes tarefas – muitas delas sexuais – e pedia fotografias que demonstravam que tinham sido cumpridas (e não poucas vezes aquelas imagens faziam-me levar as mãos ao meu seio ou ao meu baixo-ventre…). Mas não era suficiente: queria mais!

E foi quando regressava a casa depois do trabalho que me veio uma ideia à cabeça: e se eu adicionasse o meu marido ao meu harém? A minha relação com Humberto nos últimos tempos havia-se deteriorado imenso, connosco a falar muito pouco um com o outro e as nossas conversas a serem curtas e bruscas. Se, por um lado, a ideia de nos separarmos para mim fosse um alívio pois dava-me a liberdade de fazer o que quisesse com os meus meninos e de o assumir plenamente, por outro fazia com que o meu marido saísse da minha esfera de controlo, principalmente porque já não sentia atracção física por ele. Mas só a ideia de também o ter debaixo do meu domínio me pôs logo a cabeça a ter ideias…

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

A Herdade

O Meu nome é Helena de Sousa – todavia, sou mais conhecida por Helga von Rosenberg, o nome que adoptei no meio BDSM. Desde que comecei a explorar o Meu lado mais Dominador que ganhei o sonho de ter uma herdade dedicada à superioridade Feminina, onde os homens fossem escravos, utilizados como animais de quinta – provavelmente inspirada pelo que ia vendo na Internet, nos outros países. E, há uns anos atrás, pude começar a transformar esse projecto em realidade. Por causa de uma herança, recebi uma grande quantidade de dinheiro, o que, juntando ao que já havia amealhado do trabalho (tenho um franchise de cabeleireiros) e ao que me calhara aquando do Meu divórcio, tive fundos suficientes para comprar um terreno bem no interior do concelho de Odemira, bem entrincheirado na serra – se vocês pensam que Odemira é só praia e planície, desenganem-se – e apenas com uma estrada de acesso, onde nem os telemóveis de qualquer operadora têm rede… precisamente como Eu queria. O terreno tinha cerca de 2.800 hectares e tinha algumas edificações velhas e já algo deterioradas: mandei-as derrubar e reconstruir com o mesmo estilo, ao mesmo tempo que, na Internet e junto de pessoas conhecidas, procurava quem que Me acompanhasse naquele projecto, tanto Dominadoras como submissos. Apesar de ter recebido muitas negas (e de, inclusivamente, ser sido chamada de “louca” por ter tido uma ideia destas e ter investido nela), consegui arranjar um grupo que Me dava garantias de não Me desapontar.

segunda-feira, 22 de março de 2021

Mudança de visual (parte 2)

 

continuação...

Sem uma palavra, o nosso convidado saiu. Enquanto isso, Andreia havia colocado a estranha cabeça no chão e puxava Catarina pelo braço, levantando-a. Enquanto isso, voltei a colocar a máscara à frente do nariz e da boca.
- Vamos tirar-lhe o fato, Enfermeira A, e levá-la para a cadeira de ginecologia.
Ainda pensei que Catarina tentasse escapar-se assim que se viu livre do fato, mas perante a nossa presença e o facto de não poder ver deixaram-na sem reacção. Verdade seja dita, não lhe demos grande margem de manobra. Enquanto Andreia a segurava, eu desapertei as fivelas que ainda seguravam o casulo de borracha no lugar; assim que a nossa prisioneira ficou nua, levámo-la para a tal cadeira de ginecologia, onde lhe prendemos as mãos aos assentos dos braços e as pernas aos apoios para as mesmas.
- Primeiro passo da nova fase: dar-te uma nova cara, 835. – declarou a minha irmã enquanto voltava a agarrar a tal cabeça; e só então reparei que, afinal aquilo era um hood de borracha com uma grossura bem generosa. Tinha fivelas laterais que uniam as duas metades; a da frente tinha as covas para as órbitas e para a boca, com um buraquinho mínimo no fundo desta, com mais duas aberturas pequenas para as narinas.

segunda-feira, 15 de março de 2021

Mudança de visual (parte 1)

 
 
Pedi à minha irmã Andreia para ser ela a escrever este relato, uma vez que foi ela a principal executante do que passou, mas ela recusou-se, dizendo que desde a escola que odeia escrever longos textos, que já lhe tinha bastado o que escreveu sobre o que se passou entre ela, a sua chefe e o marido dela1. Por isso, vou eu ter de dar asas à escrita mais uma vez.
Na tarde que tudo isto se passou, fui convidada a juntar-me a Andreia no seu Hospital, aquele espaço que ela geria onde treinava homens e mulheres para vender como escravos sexuais (e onde eu já havia sido “internada” algumas vezes), para a assistir em mais uma sessão de submissão de Catarina, a maluca obcecada com o meu marido que havíamos, entretanto, capturado. Na altura achei que aquele convite era um pretexto para me levar lá e abusar de mim mais uma vez, mas acabei por ir. Aproveitei que Carlos estava em casa a tratar de assuntos relativos à nova época desportiva, entreguei-lhe os miúdos e lá fomos as duas.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Confinada



Fechei a porta, entrei no hall de entrada da nossa casa e pousei a mala do portátil e o saco com documentos do trabalho no chão. A empresa onde eu e Márcia trabalhávamos havia aderido às medidas de contenção do coronavírus, pelo que tínhamos sido aconselhadas a levar as ferramentas de trabalho para nossas casas, com vista a podermos fazer algum trabalho por lá. Suspirei de cansaço, despi o casaco do meu fato e pendurei-o no bengaleiro de entrada; depois, descalcei as sabrinas e troquei-as pelos meus chinelos cor-de-rosa. Depois dirigi-me para a porta de acesso ao interior da casa e quedei-me ao ver o papel colado nela e a mensagem escrita:

“DEVIDO À EPIDEMIA DO NOVO CORONAVÍRUS, A PARTIR DESTE PONTO TODOS OS VISITANTES TERÃO DE ENVERGAR UM FATO HAZMAT. OBRIGADO, FAMÍLIA SEMEDO”

quarta-feira, 17 de junho de 2020

Anushka


Assim que saí do ginásio, amaldiçoei a minha opção de não ter ido de carro até lá: era um facto que a viagem a pé de casa até lá era menos de um quilómetro, mas naquela tarde o treino que o meu personal trainer havia programado tinha incidido principalmente sobre as minhas pernas, pelo que me sentia um bocado massacrada. Tentando não pensar na dor que já ia sentindo nos músculos, estuguei o passo.
Já ia a meio caminho quando fui atingida por uma daquelas sensações esquisitas, um pressentimento, intuição, o que lhe quiserem chamar, de que algo ia acontecer. Com tudo o que as minhas irmãs já haviam aprontado, acabei por ir desenvolvendo uma espécie de sexto sentido – não que servisse de muito, pois inevitavelmente elas conseguiam sempre os seus intentos… Acelerei o passo ainda mais, olhando para todos os lados: não se via quase ninguém nas ruas apesar do dia bonito que estava. Ao longe vi uma carrinha bege, antiga, a vir na minha direcção; e o facto de ser uma carrinha do tipo furgão, sem janelas do meio para trás, fez disparar o meu alarme; ignorei o cansaço nas pernas e comecei a correr. Podia não ser nada, podia tratar-se de um veículo em que o ou os ocupantes nada tinham a ver comigo, mas preferi arriscar para evitar dissabores.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Deboche nocturno


A partir do momento que Marco decidiu passar a ser a “Barbie” de Paula, a sua vida transfigurou-se por completo. Aliás, chamar-lhe “Marco” seria impreciso, uma vez que ele assumiu o seu alter-ego de Mónica quase em permanência. E, como tal, sob indicação de Paula, a crossdresser começou um tratamento hormonal destinado ao acentuar de aspectos femininos, como os peitos e a fisionomia, e começou a trabalhar mais o físico de forma a reduzir a massa muscular. Despediu-se também do seu trabalho como informático e, algo a contragosto, foi tirar um curso de esteticista, arranjando um trabalho numa cabeleireira não muito longe de casa e cuja dona era amiga de Paula.
Na intimidade com Paula, se Mónica já andava sempre vestida de forma atraente, nesta nova fase ela passou a andar sempre de lingerie provocante e o mais decotada e transparente possível; a esposa fazia-a andar todos os dias com um “tampão” – que mais não era do que um plug com um fio na ponta, que andava sempre enfiado no rego da crossdresser e que a Dominatrix adorava puxar sempre que passava por ela – e, sempre que faziam amor, era Paula que penetrava Mónica, uma vez que, para além de ser esta a dominante da relação, aquela continuava com o seu órgão sexual enfiado num cinto de castidade.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Reavaliada

(história anterior)

Aquele dia havia começado como tantos outros. O meu marido saiu de casa de manhã para ir para o trabalho (mas não sem antes me ter dado um amasso), depois deixei os meus meninos com Helena para ir depois ao ginásio puxar pelo corpo e ao Almada Fórum às compras.
E foi precisamente quando saí do centro comercial que tudo se deu. Dirigi-me para o parque subterrâneo onde havia estacionado o carro, de mala e saco ao ombro enquanto procurava as chaves do carro, quando levantei os olhos e, não muito longe de mim, me pareceu ver duas raparigas asiáticas encostadas a uma das colunas a olharem para mim. Estaquei imediatamente enquanto tentava perceber se poderiam ser as duas capangas daquela doutora maluca e shemale que me havia raptado uns meses antes (e que quase me haviam assassinado a sangue frio, é bom não esquecer!)1; não consegui chegar a uma conclusão definitiva mas, nunca fiando, acabei por virar costas e acelerar o passo, afastando-me do carro – podia e devia ter-me metido nele e arrancado dali para fora, mas o pânico fez-me tomar uma má decisão.